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Esse tal de emborrachamento

Quinta, 19 Março 2015 15:33

Clareamento, alisamento e escova progressiva sem exame prévio do fio é certeza de cabelo elástico, sem brilho, frágil e ressecado. O químico e cabeleireiro Jonas Araújo, vice-presidente da Salon Finish do Brasil, ensina o bê-á-bá contra o emborrachamento.

 

 

Que fenômeno é esse, o do cabelo emborrachado?

Jonas Araújo: Toda vez que fazemos um processo químico reduzimos a quantidade de cadeias de enxofre. Ocorre que elas são responsáveis por garantir a estrutura da haste capilar, as cadeias de queratina. Alisamentos, luzes e escova definitiva vão fragilizando demais a haste. É fácil perceber fios emborrachados ou elásticos demais no cabelo molhado.  

 

Por que acontece?

J.A.: Acontece quando passamos do limite que um cabelo pode receber de processos químicos; quando reprocessamos uma química ou ultrapassamos o seu tempo de pausa; quando não compreendemos a incompatibilidade (tolerância) química. Detalhe: esse processo é irreversível. Mesmo os tratamento só maquiam e o uso de queratina pode deixar a haste mais rígida e suscetível à quebra. 

 

Colorações também podem causar emborrachamento?

J.A.: No clareamento acontece a quebra de boa quantidade de cadeias de enxofre e dos ácidos graxos. Observamos isso mais claramente em cabelos cacheados: quanto mais colorimos ou clareamos com coloração e/ou luzes e reflexos, mais os cachos se desfazem. Esses processos também eliminam a medula capilar, o núcleo dos fios, aumentando sua elasticidade. O emborrachamento se agrava toda vez que o cabelo é clareado. 

 

É possível evitar o emborrachamento?

J.A.: O cabelo deve ser preparado antes de qualquer procedimento químico. Dependendo do grau de ressecamento e da falta de elasticidade, ele deve passar por mais ou menos tratamentos fortalecedores, como reestruturação e hidratação.

 

Quais cuidados tomar durante o procedimento químico?

J.A.: Primeiramente, fazer o teste de mecha para saber exatamente a força do alisamento, o grau de clareamento e o tempo de pausa que o cabelo suporta.  Após a aplicação cosmética, o profissional deve ficar todo o tempo atento, acompanhar a evolução do processo para que não chegue ao ponto de emborrachamento e quebra.

 

O que fazer depois do procedimento químico e por quê?

J.A.: Lavar bem é o primeiro passo. A lavagem vai eliminar qualquer resíduo de química e evitar que continue agindo. Com o cabelo molhado também é possível analisar seu grau de ressecamente e o quanto a elasticidade foi prejudicada, indicando então xampus, condicionadores, máscaras e leave-ins adequados para a manutenção. Outro cuidado é aconselhar a cliente a voltar ao salão para procedimentos de reestruturação

 

Texto: Sandhra Cabral

  • Hair: Louise Vlaar@Pro-Solo / Foto: Ivo de Kok / Make up: Angelique Stapelbroek / Styling: Annet Veerbeek



  • Hair: Philip Bell @ Ishoka, Aberdeen / Make up: Denise Rabor / Styling: Rachel Bakewell / Foto: Andrew Vincent



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