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Cabelos e Suas Histórias: As perucas egípcias

Quinta, 16 Abril 2015 22:28

A sociedade egípcia dava especial atenção à beleza e à moda. A grande maioria da população egípcia usava perucas e não apenas para disfarçar a calvície... perucas eram usadas como forma de higiene, religiosidade e estética.

Os cabelos podiam ser usados presos, com oudas ou tranças. Camponeses, operários e pessoas de classes mais baixas usavam cabelo curto ou mesmo completamente raspado, uma questão de higieta para evitar pragas de insetos e piolhos trazidos pelos constantes alagamentos do rio Nilo. 

Para a nobreza e as classes mais abastadas, a tendência era usar perucas: o que denotava status dentro da sociedade hierárquica egípcia. Elas eram verdadeiras obras de arte, e quanto maior o status social mais ornamentada e elaborada deveria ser. Parece que a peruca que a Rainha Isimkheb (cerca de 900 a.C.) usava em grandes eventos pesava tanto que ela precisava de ajuda para andar!

Durante o Médio Império, as perucas eram sempre simétricas, curtas, e com forma de trapêzio-quadrado. Elas eram decoradas com pequenas flores, fitas coloridas, tiaras de ouro ou penas de aves. Mais tarde, durante o reinado de Akhenaton, essa simetria acabou e os penteados assimétricos tornaram-se moda.

No topo das perucas os egípcios também colocavam uma espécie de cone com uma pomada perfumada, feita com gorduras vegetais e animais. Com rituais de certa conotação erótica, a fragrância espalhava pelos ombros e impregnava vestidos de linho e corpo inteiro. Várias perucas foram encontradas com restos desses cones perfumados.

Perucas eram produzidas com cabelo natural castanho,ou louro escuro e coloridas de preto com cera de abelha. Notavelmente, homens e mulheres usavam perucas. Na verdade, as mulheres dos mais altos escalões pareciam oficiais, usavam também falsas barbas (ato reservado a divindades dos Faraós) e mostravam que elas poderiam ser tão autoritárias quanto os homens. É famosa a história da rainha Hatshepsut, de 1490 a.C. até 1468 a.C., que após a morte de seu pai, Tutmosis I, adotou uma barba falsa e usava roupas masculinas para assumir o papel de Faraó. 

As perucas masculinas também eram muito bem elaboradas, ao contrário do que se pode imaginar, muito mais do que a femininas. Eles usavam tranças em cachos na parte inferior e também na superior. Um bom exemplo disso é a que está preservada no Museu Britânico, em Londres. 

O mais curioso de tudo é que o artesanato de perucas não mudou muito desde então. Muitas vezes eram confeccionadas com o próprio cabelo de quem iria usá-la, e depois colocada sob a cabeça raspada. Para proporcionar-lhes maior volume, eram usados preenchimentos como fibras de tamareiras, linho e lã. Mas o elemento principal era o cabelo natural, assim como ouro e incenso.

Extensões também eram usadas para aumentar o comprimento e dar volume. Foram encontradas tranças falsas em oferendas de funerais de mulheres de diferentes dinastias. As tranças também eram usadas para cobrir a calvície ou para esconder cabelo grisalho. Nas oferendas funerárias foram encontradas caixas usadas para armazenar a peruca e manter sua forma, como a de Tutancâmon. Vários grupos sociais eram representados sem a peruca. Por um lado, as empregadas domésticas ou trabalhadores, usavam um corte de cabelo com uma faixa no meio, fios crespos e franja.

Os bailarinos também usavam peruca e deixavam um longo tufo de cabelo no alto da cabeça, para poder trança-lo e decorá-lo usando um disco de material rígido na ponta da trança - isso mantinha a trança em pé e marcava o ritmo da dança.

As crianças da realeza não usavam perucas. Elas usavam o cabelo muito curto ou raspado, mas mantinham uma mecha de cabelo na cabeça para trançar para o lado. O estilo era chamado de "bloqueio de juventude".  Sacerdotes nunca usavam peruca durante rituais e serviços religiosos, como um símbolo de pureza e contato com a divindade. Os sacerdotes criaram as regras de higiene do povo egípcio: eles eram circuncidados, purificados constantemente e exigiam alimentos nos rituais. 

Não podemos deixar de citar um dos agentes indiscutíveis dessa história... O Barbeiro, cujo ofício já aparece na dinastia Khety por volta do ano 2.000 a.C., trabalhavam de sol a sol,ganhando pouco, procurando gente nas ruas para raspar o cabelo abrigando-se do calor sob a sombra de uma árvore. Na verdade, barbeiros seguem uma longa tradição itinerante até quase o século XVII.  











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